
O treinador do ABC, Roberval Davino, não pode ser chamado de Judas, antes do período da Semana Santa, momento oportuno para malhar o traidor de Jesus. O técnico está recebendo uma pressão desnecessária. Alguns jogadores, que não estão rendendo o esperado, já estão sendo colados para escanteio. Com a chegada dos reforços anunciados, a equipe deve começar a encontrar o futebol que o torcedor tanto cobra e que tem razão de exigir, pois vexame, de novo, não faz parte do discurso da diretoria. A pressão que a torcida fez na partida contra o Potiguar de Mossoró não traz valia alguma, só faz prejudicar. Tem cara que esquece o jogo e fica gritando o tempo todo, chamando o treinador de vários "adjetivos". Imagine o mais educado? Não há profissional que consiga trabalhar em paz. A direção do Alvinegro precisa colocar seguranças no alambrado para evitar um problema maior, garantindo tranqüilidade ao profissional respeitado que é Davino. Se não agüentar o desrespeito, o técnico pode ir embora. Quem vai perder será o clube. O que está faltando é a equipe se ajustar com as peças que chegaram. Ainda é nítida a necessidade de mais um meio-campo de criação, além de Fábio Lima, anunciado semana passada. O diretor de marketing do ABC, o deputado Cláudio Porpino, não agüentou ver a injustiça com o treinador e foi tentar acalmar os ânimos dos exaltados, mas teve um torcedor, que aparentava ter tomado todas, chegou a ameaçar agredir o conselheiro. Na saída do duelo, Davino correu para evitar que uma lata não batesse em sua cabeça, mas não conseguiu desviar das salivas grotescas dos manifestantes. Agora, que esse Guim não joga nada, ninguém discute. Os "pernas-de-pau" estão com os dias contados. Mas está na hora de deixar o homem trabalhar, ou há interesse de colocar "padrinhos" no comando técnico do Mais Querido? Davino armou o América classificado para elite do futebol brasileiro. É melhor encontrar outro Judas, mas Davino não pode ser crucificado antes do tempo. O clássico vai ser o grande teste.
Interdição
Uma lata pode ocasionar a interdição do estádio Frasqueirão. Algum dono de bar, de maneira irresponsável, no jogo com o Potiguar de Mossoró, vendeu cerveja em lata, o que é proibido, já que só pode colocar o líquido nos copos. O objeto foi guardado pela arbitragem e vai ser registrado na súmula.
No Frasqueirão
Técnicos de ABC e América deram entrevistas e defenderam o clássico no Frasqueirão, em Natal. O treinador Roberval Davino, do Alvinegro, está preocupado até com a violência das torcidas durante a viagem e fez duras críticas ao estado do gramado do Nogueirão, local do jogo.
Acertadas
ABC e América viveram momentos semelhantes na rodada deste fim de semana do Campeonato Estadual. Em Parnamirim, no sábado, o técnico Estevam Soares colocou Geovane e Nei no intervalo de partida. Da mesma forma fez o treinador Roberval Davino em Natal, ontem. As alterações deram outra movimentação aos seus times. Todos que entraram têm vagas em seus times. O Alvinegro é que não teve jeito. Sem meio-campo não sai do canto.
Desfalque
Para o clássico contra o ABC, dia 24, em Mossoró, o América não terá um dos destaques no Estadual o volante Bruno Coutinho. O jogador recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Potiguar de Parnamirim.
Copa do BR
O Rio Grande do Norte concentra suas atenções esta semana para dois jogos da Copa do Brasil, quarta-feira (14). Em Mossoró, o Baraúnas receberá o Vitória-BA. Já o Aérica enfrentará o Baré, em Roraima.
De volta
O técnico Ernani Passaglia retornou ao comando técnico do futsal do ABC UnP/Art&C. Ele foi vice-campeão da fase final da Taça Brasil em março de 2006. Ele se apresenta na próxima semana. Ricardo Lima foi afastado do time em razão da péssima campanha da Taça Brasil, onde o Mais Querido perdeu dois jogos e venceu um.
Em baixa
O último time do ex-técnico do América na Série B de 2006, Heriberto da Cunha, está mal das pernas. O Figueirense segue fazendo campanha pífia no Campeonato Catarinense. Neste domingo, mesmo jogando em casa, o time perdeu para o então lanterna Próspera, por 3 a 1, em Florianópolis, e passou a ocupar a última posição da competição.