
ABC e América mostraram na 5ª rodada que somente jogar bem na Série B do Campeonato Brasileiro não adianta. Os times precisam ter a famosa “estrela” de vencedor, para terem feito os gols nas oportunidades que criadas e não falhar como aconteceu, causando um festival de gols perdidos do lado potiguar. Não podemos esquecer: campeões também precisam de sorte para vencer.
ABC
Contra o Juventude, o ABC não apresentou o mesmo empenho na marcação e a mesma criatividade na hora de concluir as jogadas, como foi feito na partida contra o Gama, fora de casa, na semana anterior, onde o time não só marcou bem como foi implacável na definição das jogadas ofensivas.
Vontade não faltou contra o Juventude. Realmente, como disse Ferdinando Teixeira após o jogo, o time teve muitas chances, mas em uma bobeira da defesa, tomou o gol e depois não teve calma – ou sorte – para virar o placar. Talvez tenha faltado outro nome ao ataque. Vinícius foi bem, mas não conseguiu mandar para as redes as oportunidades que criou. Ivan foi muito bem durante os 32 minutos que esteve em campo, mas, novamente a sorte o tirou dos gramados mais cedo. Neto Potiguar e Rafael Rebelo pouco acrescentaram ao time.
Eder, bem marcado, também não rendeu o esperado, assim como Jean e Márcio Hahn, que apresentaram certo nervosismo após o gol sofrido no primeiro tempo, e concluíam as jogadas com muita pressa. Porém, quem estava em uma noite mais infeliz foi o goleiro Paulo Musse, que não só falhou no gol como errou algumas saídas de bola e ainda não foi bem em outro lance, no final da partida, que quase rendeu o segundo do Juventude, não lembrando o arqueiro que fechou o gol contra o Gama.
América
O América não foi bem o jogo todo como o ABC, mas teve a partida nas mãos durante quase todo o 2° tempo da partida contra o Villa Nova (GO), e deixou de conquistar três importantes pontos fora de casa, que poderiam tirariam o time dessa incomoda 18ª colocação e da zona de rebaixamento.
O time empatou a partida e teve chances reais de virar, principalmente no pênalti cobrado por Paulo Mattos no 2° tempo, que Max defendeu, e no rebote do mesmo lance, quando Ítalo – centroavante nato – acabou tendo seu chute defendido novamente pelo goleiro do Villa.
A defesa que realmente não esteve bem. No lance do terceiro gol então, deu um frio na barriga da torcida americana por relembrar os erros de 2007. Anderson Bill e o capitão Robson não conseguiram marcar o veterano Túlio, e ainda falharam quando o time de Natal estava melhor.
Um dos que se saiu um pouco melhor, principalmente, no toque de bola, foi o zagueiro Emerson. Maizena, também foi outro bom nome americano, apoiando bastante e, inclusive, sofrendo o pênalti. Fábio Neves fez mais uma boa partida, e Marcelo Nicácio alterou bons e maus momentos, ao fazer bem o trabalho de pivô, mas não conseguir se posicionar bem na hora de concluir as jogadas.