Segunda-feira, 21/08/2006

Kléber Tinôco

Kléber Tinôco

por Equipe Dez

Gente boa, Kléber Tinôco, 39 anos, tem mais de 200 mil quilômetros corridos em dezenas de provas de rally off-road e indoor. Com esse currículo, Klebinho é uma das principais "autoridades" no Estado quando o assunto é velocidade sobre duas e quatro rodas. Colunista e piloto de teste da revista Moto!, um dos fundadores do tradicional Rally dos Sertões e organizador da próxima "odisséia" em terras potiguares, o nono rally RN 1500, que acontece de 7 a 10 de setembro, ele fala sobre esse esporte que só tem crescido no Brasil, em especial no Nordeste e, claro, sobre a sua "cria", o RN 1500. E sem agonia!

Dez na Rede: Como você analisa as competições de rally no Nordeste?
Klebinho: O Nordeste do Brasil tem uma potencialidade grande para abrigar competições de rally. Aqui existe uma diversidade de paisagens que permite testar pilotos e máquinas ao extremo. As dunas de areia no litoral, pedra e serras no interior, sol e chuva ajudam muito a tornar as corridas emocionantes e de alto nível. Na região destaco o Rally Piocerá, que acontece anualmente entre os Estados do Ceará e Piauí, e é considerado por muitos jornalistas da imprensa especializada como a melhor prova de regularidade do Nordeste.

Dez na Rede: E no Rio Grande do Norte?
Klebinho: O Rio Grande do Norte é um Estado ímpar para abrigar boas competições de rally. A prova disto é que o RN 1500 já está na sua nona edição e vale pela segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country para motos e pelas primeiras três etapas do Campeonato Norte-rio-grandense de Rally Cross Country.

Dez na Rede: Qual a diferença de uma prova cross country para uma competição de regularidade?
Klebinho: A principal diferença é que nas provas de regularidade o piloto deve obedecer a regras, principalmente de velocidade, durante todo o percurso para somar pontos. Já nas provas cross country, como o Paris-Dakar, os limites de carros, motos e pilotos são testados. Nessa modalidade são feitos inclusive circuitos especiais de velocidade em que as pistas são fechadas pela organização para evitar a colisão dos veículos com pessoas e animais na pista.

Dez na Rede: As provas de rally normalmente atraem muitos espectadores nas cidades por onde passam. Que benefícios para estas comunidades o esporte traz?
Klebinho:
Sempre que se organiza uma prova são levadas em conta as potencialidades turísticas do local. Belas paisagens ajudam o esporte a ter boa divulgação, que chamamos retorno de mídia. Além disso, a festa que cada competição traz incrementa a economia da região. São centenas de pessoas envolvidas nas provas utilizando os recursos da cidade como hospedagem e alimentação.

Dez na Rede: Como estão as inscrições para o rally RN 1500? Quais as novidades para os pilotos e as pessoas que quiserem acompanhar a prova como espectadores?
Klebinho: Estamos esperando cerca de 250 pessoas competindo este ano nas duas categorias, carro e moto, e uma participação em massa de pilotos de fora do Estado, principalmente os mais conceituados do Nordeste. Quem confirmou presença neste ano foi o multicampeão Jean Azevedo, único brasileiro a ganhar uma etapa da competição do Paris-Dakar até hoje. A largada da prova será feita no Natal Shopping e poderá ser acompanhada de perto pelas pessoas que curtem a modalidade. Além disso, vale a pena conferir as cinco especiais de velocidade que vão acontecer duas vezes em Ceará-Mirim, além de São Miguel do Gostoso, Cerro Corá e Campo Grande.
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